PRECISAMOS SABER MAIS SOBRE O BREXIT

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A crise internacional do BREXIT pode interferir na economia brasileira, e por isso, você precisa estar atento.

Essa semana por exemplo, bem como na anterior, a especulação e o agito do mercado influenciaram bastante a economia brasileira.

BREXIT é uma abreviação para "British exit" (saída britânica, na tradução literal para o português). Esse é o termo mais comumente usado quando se fala sobre a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.

Num referendo em 23 de junho de 2016, os britânicos foram perguntados se o Reino Unido deveria permanecer ou deixar a União Europeia. A maioria - 52% contra 48% - decidiu que o país deveria deixar o bloco regional. Mas a saída não aconteceu de imediato, foi agendada para o dia 29 de março de 2019.

O referendo foi apenas o começo de um processo. Desde então, negociações foram feitas entre o Reino Unido e os outros países da União Europeia. As discussões se centraram nos termos desse "divórcio", que definiriam como seria essa saída do Reino Unido, não no que ocorreria após essa "separação". O acordo apresentado por Theresa May, primeira ministra britânica, é conhecido como "acordo de retirada".

O rascunho desse acordo de retirada do Reino Unido da União Europeia inclui:

  1. O valor que o Reino Unido deverá pagar para a União Europeia por quebrar o contrato de parceria: cerca de 39 bilhões de libras (R$ 191 bilhões);

  2. O que vai acontecer com cidadãos britânicos que moram em outros países europeus e com os europeus que moram no Reino Unido: cidadãos europeus que já estejam no Reino Unido antes do BREXIT e do fim do período de transição poderão manter os atuais direitos de residência e acesso a serviços públicos (o mesmo vale para britânicos que moram em países europeus);

  3. Sugere uma forma de evitar o retorno a uma fronteira fechada entre a Irlanda do Norte (que é parte do Reino Unido) e a República da Irlanda (que é um país independente que faz parte da União Europeia).


Um período de transição foi acordado para permitir que Reino Unido e União Europeia formulem um acordo de comércio e para permitir que empresas se organizem. Isso significa que, se o "acordo de retirada" receber sinal verde, não haverá qualquer mudança na situação atual entre 29 de março de 2019 e 31 de dezembro de 2020.

Pouco se sabe como será o futuro de Reino Unido e União Europeia caso não haja acordo. Se não houver consenso sobre a futura relação comercial bilateral após o período de transição – no qual a legislação europeia seguirá sendo aplicada no território britânico – o pacto prevê a ativação automática de um plano de contingência ou salvaguarda, sem data específica para terminar. Theresa May poderia, também, tentar passar um novo acordo pelo Parlamento. Essa hipótese possivelmente adiaria o prazo final do BREXIT.

Uma outra hipótese, menos provável, seria uma novo referendo sobre o BREXIT. Aí, haveria a possibilidade de a saída do Reino Unido da UE sequer acontecer.
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Sobre autor

Mário Pólis - Bacharel em Negócios Internacionais (UNIMEP) e Mestrando em PO – Log. Internacional (UNICAMP), é um dos membros brasileiros na INCU (International Network of Customs Universities). Tem experiência nas áreas de logística e aduana, com foco em inteligência aduaneira voltada para pequenas e médias empresas importadoras/exportadoras. É docente no MBA de Negócios Internacionais e Comércio Exterior, e MBA de Gestão e Negócios (UNIMEP), além de palestrante. É o diretor da EMME.