O que esperar do câmbio até o final de 2019?

O que esperar do câmbio até o final de 2019?

O que esperar do câmbio até o final de 2019?

Um processo de exportação ou de importação para uma empresa brasileira sempre é um grande desafio.
Porém, com as ferramentas atuais e com os processos cada vez mais eletrônicos, tem sido cada vez mais simples fazer previsões financeiras e análises de formação de custo (importação), bem como de formação de preço de venda (exportação).
No entanto, sempre que fazemos essas contas, um item chama a atenção pela falta de estabilidade: o câmbio.
O câmbio, por si só, em uma economia que trabalha com o regime flutuante, já é algo difícil de controlar e requer bastante análises para tomada de decisão. O que agrava ainda mais o problema são as instabilidades político econômicas que ocorrem no mundo. Desta forma, unindo as duas situações, câmbio flutuante e economias instáveis, está formado o cenário ideal para falta de previsibilidade cambial.
Por isso, recorrer a algumas ferramentas e ações podem ser fundamentais para ajudar o empresário a tomar suas decisões. Vaejamos algumas dicas.
Primeiro, expectativa do dólar até dezembro: conforme relatório FOCUS e previsões de diversos bancos, o dólar deve fechar 2019 entre 3,80 e 3,90. Com essa previsão sabemos que se não houver nada agravante no decorrer do caminho, o dólar vai subir ou descer sem se distanciar dessa banda de 0,10 centavos.
Segundo, acontecimentos no cenário internacional: alguns fatos impactam no mundo, e em economias em retomada, como é a brasileira, ainda de maneira mais intensa. Os eventos do BREXIT, bem como as políticas de Trump quanto a imigração, acordo com a Rússia nas eleições, bem como o desenrolar da Coréia do Norte também impactam. Estar atentos a estes episódios pode facilitar sua vida na hora de planejar, já que devem ser evitados estes dias se for planejar câmbio.
Terceiro, política de juros no Banco Central Americano (FED) e Brasileiro (BACEN): No Brasil, reuniões do BACEN/COPOM ocorrerão em maio, junho, julho, setembro, outubro e começo de dezembro. Nestas reuniões as definições da política do BACEN inteferem diretamente na subida ou descida do câmbio. O mesmo ocorre com o FED que terá reuniões em abril, maio, junho, julho, setembro, outubro e dezembro. Evitar estas datas também é bom.
Quarto, reformas políticas no Brasil: os mega investidores acompanham com muita atenção o desenrolar das reformas. Além de mostrar solidez fiscal, a reforma previdenciária será como um carimbo de que o governo está caminhando em paralelo com Câmara dos Deputados e Senado. Isso poderá ser mais um diferencial para os investidores, pois demonstra certa segurança política e econômica.
Assim sendo, diante de todos estes fatos é primordial se atentar e se organizar para não perder nenhum deles, ou melhor, para saber tirar proveito de cada situação destas.
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Sobre autor

Mário Pólis - Bacharel em Negócios Internacionais (UNIMEP) e Mestrando em PO – Log. Internacional (UNICAMP), é um dos membros brasileiros na INCU (International Network of Customs Universities). Tem experiência nas áreas de logística e aduana, com foco em inteligência aduaneira voltada para pequenas e médias empresas importadoras/exportadoras. É docente no MBA de Negócios Internacionais e Comércio Exterior, e MBA de Gestão e Negócios (UNIMEP), além de palestrante. É o diretor da EMME.