O aumento da urbanização global: desafios e oportunidades na área da educação

O aumento da urbanização global: desafios e oportunidades na área da educação

O aumento da urbanização global: desafios e oportunidades na área da educação

No texto passado falamos das tendências e oportunidades para a próxima década, do ponto de vista da saúde.

Neste, vamos tratar das oportunidades na área da educação.

Conforme falamos no início da série, a necessidade das cidades criarem estratégias para suportar o crescimento populacional nos próximos anos será um grande desafio. As cidades terão de se reinventar mais uma vez para atender as demandas não só na área da educação, mas no trânsito, alimentos, saúde e energia.

Com todo esse aumento, a educação que temos hoje sofrerá transformações acentuadas, tanto em termos de método quanto em termos de opções e ferramentas.

E eu te pergunto: que oportunidades a sua empresa vislumbra com esse cenário? Você está produzindo algo para atender e aproveitar essas demandas que vão surgir?

Seguem, portanto, dicas e oportunidades para você se inteirar e realizar investimentos de curto, médio e longo prazo.

Museus e galerias: com a ascensão da classe média para gostos cada vez mais refinados e consumos cada vez mais sofisticados, a busca por entretenimentos como museus e galerias de arte tem sido cada vez maior. Porém, com a tendência tecnológica, o que se vê são locais cada vez mais interativos, com óculos de realidade virtual e experiências cada vez mais realistas. Sob essa ótica, ferramentas educacionais que possa usufruir dessa estrutura serão cada vez mais demandadas.

Ecologia e aventura: a preocupação com a natureza e a sustentabilidade é outra área que tende a crescer muito em termos educacionais. Com experiências de campo, os alunos, do ensino básico ao universitário, passam a ter cada vez mais contato com a natureza e programas de prevenção. Profissionais que possam melhorar as experiências dos alunos, modernizando de modo sustentável esse consumo poderão ser requisitados no futuro.

Universidades e cursos profissionalizantes: o que vemos hoje com aulas presenciais está cada vez mais ficando pra trás. EaD, aulas individuais, ensino residencial e até dentro de empresas ou em simuladores. A educação já mudou e pretende mudar ainda mais seu estilo. A robotização da educação já iniciou e a tendência é uma redução cada vez maior do aluno sentado em sala de aula.

TI, games e entretenimento: a educação para desenvolvimento de softwares, hardwares, games e outras áreas de tecnologia só crescem. Criar cursos e experiências educacionais sobre estes temas tendem a ser cada vez mais acertivas.

Cursos que ainda não existem sobre profissões que ainda não existem: prever profissões do futuro é bem difícil. Mas difícil ainda é prever como formar grades curriculares para coisas que ainda estão em formação. Cursos sobre como lidar com redes sociais, como preparar conteúdo online já existem, porém, o avanço deste mercado tem sido tão grande que especializações e cursos acadêmicos tem sido cada vez mais tendência no mundo. Escolas de inglês como tínhamos antes estão sendo substituídas por apps ou por conferências. Tradutores em realidade de voz também. Os cursos extras, antes de idiomas, tendem a ser substituídos cada vez mais por robótica, desenvolvimento de apps e conteúdos digitais.

Para todas estas oportunidades de desenvolvimento, necessidades reais de soluções cada vez mais tecnológicas, sustentáveis e autossuficientes.

Fique atento, nos próximos textos vamos falar sobre energia.

E se você não leu os anteriores, nas últimas semanas falamos da saúde, transporte e dos alimentos.
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Sobre autor

Mário Pólis - Bacharel em Negócios Internacionais (UNIMEP) e Mestrando em PO – Log. Internacional (UNICAMP), é um dos membros brasileiros na INCU (International Network of Customs Universities). Tem experiência nas áreas de logística e aduana, com foco em inteligência aduaneira voltada para pequenas e médias empresas importadoras/exportadoras. É docente no MBA de Negócios Internacionais e Comércio Exterior, e MBA de Gestão e Negócios (UNIMEP), além de palestrante. É o diretor da EMME.