Internacionalização: uma nova forma de ser empresa

Internacionalização: uma nova forma de ser empresa

Internacionalização: uma nova forma de ser empresa

Nas últimas semanas estamos apresentando os benefícios da internacionalização. Não diferente, nesta vamos falar de um viés diferente, ainda pouco explorado na literatura: a transformação da empresa através da internacionalização.

O que já vimos em outros posts
Como é sabido e já abordamos, o marketing por trás de uma empresa que se internacionaliza é muito forte, a ponto de gerar reflexos no território em que a empresa se encontra, dando a impressão de grandiosidade a marca. Também falamos que exportar ou, num processo mais evoluído, se internacionalizar, significa diversificar mercados e buscar novidades de produtos e serviços para a companhia.
Porém, o que poucos empresários sabem e explorar a internacionalização por meio da troca de conhecimento, principalmente o científico. E é desse modelo que vamos falar aqui.

A Nova forma das empresas
A empresa da revolução industrial, ou mesmo a empresa chamada moderna (devido a capacidade de instrumentos e tecnologia que adquiriu) possui uma forma de desenvolvimento baseada em produto. Porém, com o avanço das redes sociais e principalmente com a melhoria da comunicação global, a transferência de conhecimento ainda é pouco explorada.
Se você tem uma empresa da qual investiu em tecnologia mas percebe que está ficando pra trás, sua missão é buscar empresas que te ajudam a modernizar seus processos, ou, se não, buscar produção em outra fábrica mais moderna, terceirizando o processo.
Cada vez mais fica evidente o modelo marca própria, ou private label (Saiba mais sobre esse conceito clicando aqui). O empresário tem abdicado de renovar sua fábrica e investido em marca e marketing. Uma boa marca com boa penetração de mercado não precisa ter fabricação própria. Cada vez menos importa esse link de fabricação própria. O usuário quer um bom produto, mas quer ser convencido disso. Então, ao invés de investir milhões em renovação de maquinário e ativos, as empresas tem investido em desenvolvimento de novos produtos, patenteado e terceirizado produção, a nível global. Por outro lado, no mundo asiático diversas empresas se oferecem como sendo este quintal produtivo, principalmente na China.
Ainda assim, também temos pessoas desenvolvendo tecnologia ao redor do planeta e que por um custo razoável podem treinar sua equipe através de vídeo chamada, desenvolvendo novos produtos e aplicações dentro da sua empresa, sem a necessidade de investir em viagens ou de acessar novos equipamentos.
Só para se ter uma ideia, na indústria da informática, os processadores são cada vez menores e com maior capacidade (veja mais detalhes sobre isso clicando aqui). Os espaços produtivos estão dando lugar a novos laboratórios para que o foco seja o desenvolvimento de novas tendências.
A automação vem com força para deixar o processo produtivo cada vez mais rápido e com menos erros, evitando custos desnecessários e acelerando produção.
Esses processos globalmente ocorrem, e por isso, parcerias de troca de conhecimento podem ser fundamentais para as empresas sobreviverem.

Dica para transformar a sua empresa
E para se conectar a esse mercado, apenas uma forma é a sugerida: manter-se conectado. E para isso, as próprias redes sociais que utilizamos podem ser exploradas.
Busque pessoas de sua área de atuação em redes como LinkedIn, Instagram e Facebook. Adicione-as como amigo e faça uma abordagem simples mencionando que está o adicionando porque quer acompanhar o que ele está fazendo, pois é da mesma área no Brasil. Só com essa abordagem você já vai ter grande possibilidade de dar continuidade num contato profissional, pois a pessoa será surpreendida que você a adicionou como fã, ou mais comum hoje, como um seguidor.
Logo em seguida, comente, interaja com os conteúdos da pessoa. Ao longo do tempo, busque uma vídeo chamada para se apresentarem mais e melhor. Assim, você poderá ter um parceiro que te ajudará a crescer ainda mais e vice-versa.
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Sobre autor

Mário Pólis - Bacharel em Negócios Internacionais (UNIMEP) e Mestrando em PO – Log. Internacional (UNICAMP), é um dos membros brasileiros na INCU (International Network of Customs Universities). Tem experiência nas áreas de logística e aduana, com foco em inteligência aduaneira voltada para pequenas e médias empresas importadoras/exportadoras. É docente no MBA de Negócios Internacionais e Comércio Exterior, e MBA de Gestão e Negócios (UNIMEP), além de palestrante. É o diretor da EMME.